

ENQUADRAMENTO
A Conferência de Copenhaga, realizada na Dinamarca em Dezembro passado, com a presença de representantes de cerca de 200 países e uma elevada participação da sociedade civil, perspectivava-se como um dos encontros mais importantes da história sobre o meio ambiente e as alterações climáticas. O acordo, a assinar, resultante de um processo negocial conduzido pelas Nações Unidas, daria sequência ao Protocolo de Quioto de 1997 e deveria ter como objectivo estabelecer metas para a redução de emissões e o nível de comprometimento dos diversos países até 2020. A União Europeia teve um papel primordial e de liderança na preparação de propostas. Os resultados ficaram, porém, longe do pretendido. O Acordo de Copenhaga limitou-se a um documento vago e não vinculativo, preparado pelos Estados Unidos da América, China, Índia, Brasil e África do Sul. A ONU e a UE foram marginalizadas bem como os países mais pobres, potencialmente mais afectados pelas alterações climáticas.
É um facto indesmentível que o clima se está a alterar, com impactos significativos na vida de todos nós. De acordo com o Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas (IPCC) das Nações Unidas e com as projecções dos cientistas, é necessário que as emissões de dióxido de carbono sejam reduzidas entre 25 e 40% relativamente aos níveis de 1990 e o desenvolvimento de uma economia com baixas emissões de gases com efeito estufa, até 2050, para evitar uma catástrofe climática decorrente do aquecimento global.
O desafio é enorme e é necessário restabelecer a credibilidade perdida em Copenhaga.
A COGEN Portugal, a APGEI e a Fundação de Serralves partilham estas preocupações e querem aproveitar esta oportunidade para dar a conhecer o que motiva alguns dos principais intervenientes no processo e como chegar a um acordo da maior importância para o futuro da humanidade.
LOCAL
Conferência: Auditório da Fundação de Serralves
Almoço: Casa de Serralves
Rua D. João de Castro, 210 - Porto
GPS 41º9'35.40" N - 8º39'35.35"W