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Data
24 novembro 2021
Local
Online / live stream

ENQUADRAMENTO

Os diversos casos que têm ocorrido nos últimos anos de contaminação devido à Legionella trouxeram para a opinião pública o conhecimento da existência desta bactéria e que a mesma está associada a instalações que possuem equipamentos de arrefecimento, nomeadamente torres de arrefecimento (erroneamente chamadas de “torres de refrigeração” pela Comunicação Social”). O facto de alguns desses casos terem resultado em vítimas mortais leva a que a Legionella seja encarada com algum alarmismo e que tenham sido tomadas medidas legislativas no sentido de aumentar a fiscalização e responsabilização pelas consequências dos seus surtos.


Com este Seminário, a COGEN Portugal pretende dar a conhecer a Legionella a quem opera equipamentos que possam ser foco de surtos desta bactéria, saber como a mesma pode ser controlada e detetada, bem como que medidas efetivas devem ser tomadas para prevenir o seu aparecimento ou, no caso de já existir contaminação, como a mesma deve ser solucionada.

 

OBJETIVOS

  • ­Sensibilizar para a problemática Legionella, com particular enfoque no seu aparecimento em meio industrial e de geração de energia;
  • ­Apresentar conceitos sobre métodos analíticos de deteção e quantificação da mesma, nomeadamente sobre as suas limitações e correta interpretação dos resultados;
  • ­Dotar de capacidade para avaliar processos de tratamento (quer preventivos, quer interventivos) e a sua adequabilidade tendo em conta os possíveis pontos de contágio.

 

PROGRAMA

I. Legionella: o que é, como aparece, como se deteta

  • Descrição da Legionella
  • Riscos e Consequências para a Saúde Pública
  • Métodos de Controlo Analítico
  • Métodos de Colheita de Amostra
  • Enquadramento Legal (Lei nº. 52/2018 e Portaria n.º 25/2021)

II. Tratamento da Legionella

  • Enquadramento Legal
  • Tratamento Preventivo
  • Tratamento Interventivo

 

PÚBLICO-ALVO

  • ­Responsáveis por instalações de cogeração que incluam torres de arrefecimento ou condensadores evaporativos;
  • ­Responsáveis de Higiene e Segurança em empresas que utilizem torres de arrefecimento ou condensadores evaporativos no processo, que possuam equipamentos de pulverização ambiente, ar condicionado, instalações sanitárias com chuveiros ou outros onde exista a possibilidade de formação de aerossóis de água.

 

FORMADORES

Carlos Filipe Duarte
Licenciado (2002) e doutorado (2006) em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), foi cientista convidado Marie Curie na Faculdade de Engenharia Química e Biológica da Universidade de Dortmund (Fakultät Bio- und Chemieingenieurwesen, Technische Universität Dortmund), em 2004 e 2005.
Trabalhou desde o final do seu percurso académico em tratamento de águas, tendo ingressado na empresa F. Duarte, Lda, empresa fundada em 1981, como Engenheiro Sénior e onde permaneceu até 2009.
De 2009 a 2011 trabalhou como Engenheiro Sénior na empresa Modern Water plc (Guildford, Reino Unido) onde foi responsável técnico pelo desenvolvimento e ensaio de campo de sistemas avançados de tratamento e análise de água.
Regressou à F. Duarte em 2012, onde é atualmente gerente e continua a desenvolver a sua atividade no tratamento de águas, sendo que a empresa conta atualmente com mais de 300 clientes industriais em regime de avença.

Isabel Silva
Licenciada em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) em 1995 e detentora de uma pós-graduação em Biomedicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) em 1997. Desenvolveu a sua carreira profissional na área das análises químicas e microbiológicas, especialmente no setor das águas.
Foi bolseira do PRODEP no ano do estágio curricular e bolseira de Investigação Científica do Praxis XXI, sempre no Departamento de Fisiologia Aplicada do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, de 1995 a 1997.
Foi técnica superior do Departamento de Higiene Pública do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV) de 1998 a 2003, tendo de seguida, e de 2003 a 2006, exercido o cargo de responsável pelos Departamentos de Química Instrumental e Geral na empresa Sagilab.
Desempenha funções de Gestão, Direção Técnica e Responsável do Departamento de Química na MicroChem, laboratório de análises de águas acreditado pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC).
A sua formação contínua permitiu-lhe especializar-se em métodos instrumentais de análise e estatística associada.

HORÁRIO

09h00 - 13h00